Criminoso chantageia “discretos casados” no Grindr por dinheiro

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Um australiano está sendo acusado de chantagear um date do Grindr exigindo U$ 1.300 dólares australianos em troca de não expor o usuário não identificado, mas que seria casado e encontraria homens em segredo.

De acordo com o 8 News, Timothy Ruge ameaçou expor o usuário em março deste ano se vazendo valer da chantagem para obter dinheiro, que receberia o encontrando em uma estação de trem próxima do local onde conversava.

Imagens da CCTV revelaram Ruge na estação de trem de Southern Cross, onde a vítima teria encontrado com ele, cedendo à chantagem.

(continua abaixo)

Vídeo novo:



Ele agora responde na justiça e foi formalmente acusado de chantagem na última segunda-feira pela Corte de Magistrados de Melbourne.

Ruge deixando a Corte onde depôs.

Após a audiência, Ruge disse à imprensa apenas que o incidente envolveu “circunstâncias infelizes” sem dar maiores detalhes. A identidade da vítima permanece sob anonimato. O acusado deve voltar ao tribunal para se defender no dia 23 de julho.

Casos de tentativa de chantagem e extorsão tem se tornado cada vez mais populares através de aplicativos de encontros gays como Grindr e Hornet. Criminosos parecem ter encontrado no aplicativo uma nova maneira de aplicar golpes em um novo público ainda não preparado para acontecimentos do tipo.

Em 2016, um britânico foi preso por mais de 2 anos após ser denunciado por chantagear vítimas via aplicativos de encontros, principalmente homens casados que se relacionavam escondido com homens sem que as esposas soubessem e pediam segredo sobre isto. Uma vítima chegou a pagar milhares de libras enquanto outra, que não pagou a quantia exigida, foi forçada a sair do armário para a esposa.

Em 2017, uma matéria do PinkNews denunciou casos parecidos em Dubai, com turistas gays sendo chantageados por criminosos ao toparem encontros através do aplicativo.

Um porta-voz da Associação Internacional de Gays e Lésbicas disse ao Pink News: “Infelizmente, episeodios de chantagem acontecem especialmente em países onde o próprio Estado não defende cidadãos LGBTs e criminaliza-se este comportamento sexual. A vítima fica a mercê de bandidos e estes fazem muitas vezes o que bem entendem.”

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