Contra mulheres trans, 300 mulheres cis transfóbicas deixam partido político britânico

0
668
Publicidade

Sem medo de passar vergonha e servirem de motivo de chacota aos livros de história no futuro, mais de 300 mulheres cisgênero e transfóbicas deixaram o Partido Trabalhista do Reino Unido em protesto a nova política pró-trans da legenda.

O grupo fazia parte de uma pequena minoria de mulheres afiliadas ao partido e que se opõe à iniciativa do partido que disse que vai enquadrar mulheres transgênero na mesma categoria das filiadas, candidatas e políticas cisgênero do partido.

(continua abaixo)


Vídeo novo:



O novo programa do Partido Trabalhista do Reino Unido deixa claro que mulheres trans são bem vindas para se juntarem à luta, independente mesmo de terem transicionado fisicamente. Ou seja, basta se entender e autoafirmar mulher e já é o suficiente.

Acontece que a atitude louvável e inclusiva gerou a ira do grupo ativista trabalhista “May Day 4 Women”, que mesmo filiado ao partido, não concorda com a medida e escreveu em carta ao tablóide The Times: “Enfrentamos agora uma situação em que qualquer homem pode simplesmente entrar na nossa categoria desde que se identifique como mulher! É por esta razão que nós – mais de 300 mulheres – estamos renunciando ao Partido Trabalhista hoje.”

(continua abaixo)


Veja também:


 

May Day 4 Women ostentando cartazes “Homens não são mulheres”

Oras… Em que mundo vivem essas mulheres, onde um homem ia preferir se candidatar na vaga das mulheres, sendo que mulheres claramente ainda sofrem preconceito no mundo político, onde é muito mais fácil ainda nos dias de hoje ser homem?! E outra, estamos falando de mulheres transgênero, não de homens!

Lily Madigan, a primeira mulher trans a se filiar ao Partido Trabalhista alguns anos atrás, respondeu a carta do grupo afirmando: “Transfobia é contra as regras do partido! As mulheres que não compartilham os valores fundamentais à legenda, estão certas em sair. Se alguns transfóbicos querem deixar a luta e trabalho por conta de apoiar um grupo evidentemente vulnerável e sub-representado, estão mesmo convidados a nos deixar.”.

Lily Madigan, primeira filiada transgênero do Partido Trabalhista do Reino Unido.

E continuou: “Se odiar pessoas como eu é mais importante que lutar para derrotar o conservadorismo, vocês sinceramente não pertencem aqui”.

Lily ainda disse acreditar que pessoas trans sejam as que são mais discriminadas justamente pela falta de representatividade política aliado aos altos índices de agressão sexual e violência, menosprezo da sociedade e atitudes de homens abusadores e muita ignorância da mídia conservadora.

Ainda respondendo ao The Times, ela disse: “O partido é claro: transfobia é contra as regras, até porque um dos princípios do socialismo – inspiração ideológica do partido – é a igualdade.”

Quando Lily Madigan se filiou ao partido alguns anos atrás, foram muitos os abusos e comentários de ódio nas redes sociais.

Entretanto, todo ódio gerou uma atitude contrária de pessoas defendendo sua cadidatura com a hashtag “Fico com a Lily” tomando conta das redes sociais da Inglaterra.

Lily lembrou também ao The Times que a pessoas trans e não-binárias que devem acordar e tomar seus espaços, se esforçando para se tornarem candidatos e eleitos cada vez mais de agora em diante.

Deixe um comentário