Conselho Federal de Psicologia proíbe ‘cura’ de transexuais e travestis em nova resolução

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O Conselho Federal de Psicologia (CFP) aprovou uma nova resolução que proíbe psicólogos de “propor, realizar ou colaborar com qualquer evento ou serviço, nas esferas público e privadas, que visem conversão, reversão, readequação ou reorientação de identidade de gênero” de transexuais e travestis. A publicação da nova regulamentação aconteceu no dia 29 de janeiro.

O documento prevê que os profissionais da área atuarão de acordo com os princípios éticos e conhecimentos da profissão para ajudar a eliminar o preconceito e não exercerão ou serão coniventes com qualquer ação que favoreça a discriminação. A resolução é semelhante à adotada pelo Conselho para o caso de homossexuais, cuja promessa de conversão ou reversão da orientação sexual (“cura gay”) foi proibida por resolução do Conselho de Psicologia (CFP) há quase duas décadas no país. A Organização Mundial da Saúde (OMS) a retirou de sua lista de doenças em 1992.

A nova regulamentação também prevê que os profissionais da área não participem de pronunciamentos, em meios de comunicação ou na internet, que legitimem ou reforcem o preconceito. É vedado exercer qualquer ação que favoreça a patologização de transexuais e travestis e que, na prática profissional, deverão reconhecer e legitimar a autodeterminação desses grupos em relação a suas identidades de gênero.

(continua abaixo)

Vídeo novo:



O CFP lembra que expressões e identidades de gênero são possibilidades da existência humana e não devem ser compreendidas como transtornos mentais, desvios ou inadequações. Resolução semelhante à que veta a “cura gay” vale para profissionais de todo o Brasil e já entrou em vigor.

 


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