Brasil é país que mais mata e mais procura transexuais na Internet, revela relatório

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Um levantamento realizado por um dos maiores portais de conteúdo adulto da Internet, o RedTube, mostrou os hábitos dos usuários do site de acordo com cada país.

Uma das revelações mais curiosas, pra dizer no mínimo, é a de que o Brasil, além de ser o país líder em assassinato de LGBTs, sendo destes a maioria principalmente transgêneros, é que o país também é líder em busca de pornografia com pessoas trans.

(continua abaixo)

Vídeo novo:



Conforme diz o texto do próprio RedTube, estatisticamente, há 89% chances de procurar por transexuais se a busca vier do Brasil.

“Shemale”, um tremo usado em sites pornôs para descrever travestis é o quarto mais buscado por brasileiros quando se fala em pornografia online. Considerando todos os países do mundo, esse termo cai para o nono lugar da lista.

Ainda entre os 30 termos mais buscados pelos brasileiros, muito bem colocados vem “travesti”e “brazilian shemale”.

No Redtube, um vídeo com a tag “travesti”, acumula mais de 450 milhões de visualizações. Enquanto isso, há praticamente 1 morte diária contabilizada ao menos desde 2008 de travesti ou trans morta em crimes motivados por ódio contra sua identidade de gênero.

O que podemos entender disso sendo que o Brasil é o país que mais mata pessoas trans no mundo em crimes de ódio motivados exclusivamente por orientação sexual ou identidade de gênero?


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A relação entre a transfobia e as buscas em sites pornôs brasileiras pode ser encarada de muitas maneiras. Falando sobre o assunto, a coordenadora de pesquisas sobre sexualidade do Hospital das Clínicas, Carmita Abdo, afirmou: “O site é uma fonte de informações para o agressor saber mais sobre as vítimas – e também para justificar seu ódio, porque lá ele vê coisas que não aceita”.

É importante também não esquecermos uma máxima da psicologia de Freud, o desejo reprimido pode se traduzir em atos de violência aparentemente incontroláveis. O indivíduo renega tanto para si o próprio desejo que passa a externalizar essa força de alguma outra maneira, muitas vezes através de raiva e intolerância cometendo este tipo de crime contra quem ousa “enfrentá-lo” simplesmente por existir e lembrá-lo deste desejo que ele não aceita.

De qualquer forma, ainda que possa existir esta relação, não se pode generalizar e atribuir todo crime transfóbico ao desejo por transgêneros.

Não se pode dizer que todos os agressores estão buscando matar algo dentro de si, mas parte desse grupo pode, sim, ter esta motivação. As causas variam”, conclui Carmita.

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