Bispos católicos pedem que pais rejeitem filhos transgêneros

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Uma carta aberta da Conferência de Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB) está pedindo a pais que rejeitem seus filhos caso estes venham a se revelar transgêneros.

O documento, que foi escrito dia 15 de Dezembro de 2017 e assinado por vários líderes religiosos da Igreja Luterana, Igreja Batista do Sul, Igreja Anglicana e Igreja ortodoxa Grega, foi divulgado publicamente e afirma preocupação com o crescimento do assunto “trans” na mídia.

Diz na carta:


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“Temos certeza e afirmamos que todos os seres humanos são criados por Deus com toda dignidade. Também acreditamos que Deus faça cada um como deve ser: macho ou fêmea. Fora disso, não pode existir qualquer acidente ou erro da criação. As coisas devem ser da maneira que Deus as criou: macho e fêmea, como diz Gênesis 1:27.”

Curiosamente e fazendo contraponto à afirmação dos bispos, é recente a descoberta de que, segundo a ciência e muito estudo, crianças trans tem o cérebro desenvolvido em um gênero enquanto a parte hormonal que inclui toda fisiologia dos genitais, vem em outro gênero. A diferença se daria ainda na concepção, na barriga da mãe, quando cérebro e a parte hormonal se desenvolvem em semanas diferentes.

Pois bem. Mesmo ignorando a ciência, a carta da Igreja continua: “Crianças são prejudicadas quando dizem por aí que elas podem mudar de sexo com hormônios que afetarão seu desenvolvimento e crescimento, além de torná-las provavelmente inférteis quando adultos. Pais precisam ser orientados sobre estas decisões. A ideologia de gênero (!) prejudica os indivíduos e a sociedade semeando confusão e dúvidas. (…)

O movimento atual de se impor a falsa ideia de que um homem pode se tornar mulher e vice-versa é preocupante. Isso obriga pessoas a irem contra a razão, enfrentar o ridículo, se marginalizar e outras retaliações.

Desejamos saúde e felicidade a todos os homens, mulheres e crianças. Portanto, pedimos políticas que defendam a verdade da identidade sexual de uma pessoa como homem ou mulher e a privacidade e segurança de todos. Esperamos uma renovada valorização da beleza da diferença sexual em nossa cultura e para o apoio autêntico daqueles que vivenciam conflitos com a identidade sexual dada por Deus.”

A carta reafirma a convicção do próprio Papa Francisco, que em 2016 se disse preocupado com o que ele chamou de “crescimento na quantidade de pessoas transgêneros”, o que classificou classificou como “preocupante” e “terrível”.

“Hoje nas escolas já estão ensinando às crianças que todos podem escolher seu gênero!”, teria dito o Papa em uma reunião privada.

Em contrapartida a ideia destes religiosos, vale lembrar que estudos científicos já revelaram que crianças trans rejeitadas por suas famílias se tornam pessoas mais propensas a abusar de substâncias ilícitas e tentativas de suicídio, enquanto crianças que contam com apoio e entendimento da família, costumam ter melhor saúde mental (nem precisa ser muito inteligente pra imaginar, não é mesmo?).

Estaria a igreja fazendo então uma apologia ao suicídio? Ou será que a vida que eles tanto defendem como prioritária só vale quando se fala em aborto?

Sobre o fato de seu pensamento e sua carta pública reforçar a discriminação contra pessoas transgênero, e fazer com que isso colabore com o alto índice de evasão escolar, criminalidade e mortalidade a qual esta parcela da população está submetida, sobre isso a igreja não disse absolutamente nada.


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