O estado de Alagoas é o quinto estado que mais mata gays no país e o terceiro do Nordeste, conforme dados do Grupo Gay da Bahia (GGB). Os dados foram divulgados pelo vice-presidente do Conselho Municipal de Direitos e Cidadania LGBT, Roberto Silva, durante uma reunião dos Direitos Humanos na sexta-feira (1º), no Palácio República dos Palmares, em Maceió.

Segundo o relatório até julho deste ano, foram registrados 11 casos, sendo seis casos de transfobia (dois travestis e quatro gays). “Temos feito eventos, ido a academias e escolas para falar das questões de gênero, da identidade, das questões que permeiam esse universo contra a população LGBT. A gente tem dado a cara à tapa. Nós não deixamos de ter direito por ter uma identidade de gênero diferente; não somos doentes, somos pessoas normais, e tudo começa com educação e respeito”, explicou Roberto Silva, presidente do Conselho, em entrevistas para o jornal Gazeta de Maceió.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos na Câmara dos Deputados, Paulão (PT), explicou ao Gazeta que o preconceito e a intolerância contribuíram para os casos de violência, o que é fruto da intolerância: “Quando teve o prenúncio do Nazismo, o público LGBT sofreu com isso, foi vitima, e não somente, os judeus. Toda vez que há falta de diálogo, acontece isso. Estamos atravessando um momento da Democracia muito complicado. Portanto, a comissão cobra às autoridades competentes o seu papel. Ao final das discussões, faremos um relatório a ser encaminhado ao Ministério Público, Ministério da Justiça e Presidência da República”, destacou Paulão.

Até 20 de setembro, foram registrados 277 homicídios no país. É a maior média de assassinatos desde que os dados passaram a ser contabilizados pelo GGB. Nunca se matou tanto por homofobia e transfobia no país.

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Alagoas é o 5º estado que mais mata gays no país

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