Uma pesquisa da revista gay britânica Attitude revelou que 71% dos 5.000 homens gays que responderam ao estudo, admitiram não se sentirem atraídos por caras com atitudes muito femininas.

Outro dado bastante chocante vem de uma das perguntas que questionava se eles concordavam com a seguinte afirmação: “Afeminados prejudicam a imagem ou reputação dos gays?”, ao que 41% respondeu que sim.

O editor chefe da publicação, Matt Cain disse que o estudo revela a realidade que muitos passam nos aplicativos de encontro, sempre cheios de perfis onde se lê “não curto afeminados”.

Outros dados curiosos da pesquisa: 56% dos caras que se identificavam como “não afeminados” dizem que nunca sofreram homofobia contra somente 26% dos afeminados que certamente tem que lidar com isso no dia a dia.

Não é novidade que casos de homofobia e violência aconteçam principalmente com gays afeminados, que estão muito mais expostos e vulneráveis à ignorância da sociedade. Um exemplo foi o caso do Instagramer britânico King Luxy, que sofreu violência na rua sob alegação de “ser muito feminino” por parte dos agressores.

A ficção também retrata esta realidade. Na série Glee, por exemplo, Kurt, um personagem gay e bastante afeminado, é alvo constante de xingamentos e violência homofóbica, enquanto seu namorado Blaine tem poucos momentos em que se demonstra preconceito por parte de qualquer um contra ele, isso, embora os dois sejam declaradamente gays na série.

Há três vídeos do Põe Na Roda em que discutimos esta questão, vale a assistir pra se informar, e principalmente, se questionar. Por que afinal tantos rejeitam o feminino se ele é apenas uma maneira de se expressar? É triste. Simplesmente atração ou a tradução do machismo tradicional da sociedade que coloca a mulher como inferior, mas dentro do meio gay?

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Criador do Põe Na Roda e autor do livro "Um Livro Para Ser Entendido", obra que desmistifica questões do mundo gay para todos os públicos.

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70% dos gays diz “não curtir afeminados”, revela pesquisa